Nos bastidores do C3SL, a equipe Root mantém tudo em funcionamento

Com ferramentas modernas e políticas rígidas de segurança, o Root assegura a infraestrutura vital para projetos científicos e educacionais.

No epicentro das inovações e pesquisas do Centro de Computação Científica e Software Livre (C3SL), vinculado ao Departamento de Informática (Dinf) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), destaca-se a equipe Root, time essencial e multidisciplinar para o seu funcionamento. Essa equipe atua como o motor que garante a robustez, segurança e constante evolução da infraestrutura tecnológica, apoiando projetos internos e serviços de grande alcance para a comunidade.

Composta por um time diversificado de bolsistas de graduação e de pós-graduação, o Root é o responsável pela gestão integral de todos os ativos de rede do Dinf, incluindo a manutenção do Data Center, pontos de rede e a infraestrutura de nuvem que suporta as operações do C3SL. A atual equipe é liderada pelos professores Marcos Castilho, Luiz de Bona, Carlos Carvalho, André Grégio, Vinícius Fulber Garcia, Fabiano Silva e Carlos Maziero. Os bolsistas que integram a Root são: Fernando Monteiro Kiotheka, Marcus Vinícius Reisdoefer Pereira, Theo Simonetti Schult, Bernardo Pavloski Tomasi, Yago Yudi Vilela Furuta,  Bruno Sime, Heric Camargo, Kauê Amorim da Silva, Antônio da Ressuireção Filho e Mateus Herbele. A equipe também tem participação dos servidores da UFPR no Dinf, Marcio Penkai e Elisabete Ferreira.

De acordo com o bolsista Fernando Kiotheka, a rotina da equipe é marcada pela necessidade de agilidade e adaptação. Além de tarefas essenciais como o provisionamento e manutenção de máquinas virtuais, o time opera em constante prontidão.

“Nosso dia a dia é muito dinâmico. Estamos sempre atentos aos alertas de sistema, prontos para intervir de imediato. Mas o principal é que não ficamos apenas apagando incêndios: nosso foco é na automação. Programamos ferramentas internas e aprimoramos políticas de segurança para garantir que serviços como Espelhos, Wi-Fi, Moodle, GitLab e Webmail estejam sempre disponíveis, protegendo recursos e dados para funcionários, estudantes e para toda a comunidade externa que utiliza nossas aplicações”, destaca.

Para Kioteka, a curva de aprendizado na equipe é intensa e recompensadora, exigindo um conjunto de habilidades técnicas específicas. Os membros do Root precisam dominar linguagens de script como Bash e Python, utilizar Git para controle de versão, e ter familiaridade com o sistema Linux, em especial a distribuição Debian, que é a base da infraestrutura. Conhecimentos em redes, sistemas operacionais e sistemas distribuídos são valiosos, ainda que possam ser adquiridos no percurso, conforme os desafios diários.

Tecnologias avançadas como infraestrutura como código (IaC), Kubernetes para orquestração de contêineres, Proxmox para virtualização, Ceph para armazenamento distribuído, e ferramentas de automação como Ansible e Pyinfra fazem parte do repertório tecnológico da equipe, permitindo agilidade e escalabilidade na gestão dos recursos.

Outro aspecto, segundo Kiotheka, é a importância da documentação técnica, que é um pilar da operação. Todo o conhecimento gerado é rigorosamente registrado para assegurar a continuidade das atividades, facilitar o treinamento de novos membros e manter a qualidade operacional.

“Mantemos material de referência, procedimentos operacionais, guias de configuração, políticas internas, relatórios e registros de decisões técnicas num repositório de documentação central. Além disso, mantemos documentação para as equipes do C3SL, além de documentação para uso dos sistemas para usuários do Departamento de Informática (página de suporte). Isso é principalmente importante para os novatos, mas é obrigação de todos escrever documentação que pode ser utilizada pelos outros membros”, afirma.

Desta forma, o Root é fundamental para o sucesso dos projetos do laboratório de inovação e pesquisa do C3SL. Ele não só assegura a infraestrutura necessária como também monitora o comportamento das aplicações, aplicando políticas de segurança e integrando novas tecnologias que potencializam a alta disponibilidade e a segurança dos sistemas. Além disso, atua como um centro de conhecimento técnico que orienta as equipes do C3SL e sustenta o ecossistema tecnológico da instituição.

Centro de Bens Públicos Digitais é lançado em encontro da ONU em  Brasília

A UFPR lidera a coalizão de instituições, pesquisadores e sociedade civil engajadas na criação do CNBPD. Proposta é pioneira no Brasil.

“O Centro Nacional de Bens Públicos Digitais [CNBPD] será uma estrutura voltada à coordenação de iniciativas de software livre e outras tecnologias abertas, que vão fortalecer a autonomia brasileira”. Com essas palavras, Inácio Arruda, atual secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Governo Federal, anunciou, oficialmente, no dia 24 de novembro, a criação do CNBPD.

Mostrando o pioneirismo do CNBPD no Brasil, o anúncio do Centro aconteceu em Brasília, durante a reunião anual da DPGA (sigla em inglês para Aliança dos Bens Públicos Digitais), que é o principal encontro internacional sobre tecnologias abertas promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“Ficamos muito felizes com o reconhecimento  do Governo Federal e com o apoio da comunidade internacional de Bens Públicos Digitais ao Centro brasileiro”, agradeceu Marcos Sunye, reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que lidera a coalizão de instituições, pesquisadores e organizações da sociedade civil engajada na criação do CNBPD.

Além de Sunye, que representou o Centro na abertura do encontro internacional da DPGA, participaram dos três dias de atividades e reuniões setoriais, com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o professor da UFPR e coordenador do C3SL (Centro de Computação Científica e Software Livre), Marcos Castilho, acompanhado por Nésio Fernandes e Delfino Natal, membros do CNBPD.

Durante o encontro da Digital Public Goods Alliance (DPGA), o CNBPD teve um estande na feira de projetos, onde apresentou as soluções i-Educar (gestão escolar) e Libresign (assinatura digital), aos membros desta rede internacional dedicada à promoção de tecnologias abertas, interoperáveis e sustentáveis. Desde setembro, por iniciativa do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Brasil é membro da DPGA.

A formalização da adesão do Brasil à DPGA ocorreu durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Com isso, o país assumiu o compromisso de desenvolver, utilizar e compartilhar bens públicos digitais em escala global. “Vemos no apoio do secretário Inácio Arruda uma sinalização positiva, que o CNBPD terá apoio do governo para desenvolver suas atividades”, indicou Nésio Fernandes.

Para saber mais sobre o CNBPD, acesse a página dedicada ao Centro no C3SL.